quarta-feira, 1 de abril de 2009

G 20 é rezar para chover na seca

Os EUA não vão aceitar as condições impostas pela cúpula do G 20, seja ela formada por qualquer país em qualquer condição. A premissa do governo Obama é resolver o problema para os estadunidenses e o mundo que venha de reboque.

Prova disso é que a política econômica de Obama para “restabelecer” a economia é dar vigor aos bancos e instituições financeiras com dinheiro público que está sendo alavancado para prover a deficiência em se conseguir dinheiro no país, arrombando o déficit público, para revigorar todo o sistema que não funcionou e deu no que deu.

E isso está acontecendo com grande insistência e sem a preocupação que a União Européia e Lula apresentam sobre a regulamentação do mercado financeiro. Outra medida é o pacote Buy American, que estimula a preferência em se comprar produtos americanos, deslocando o livre comércio.

Portanto, se os EUA aceitar que fiquem para trás é porque o mundo será as renas da charrete no natal deles, e essa idea é porque eles se salvaram ao custo das exportações. Os países em desenvolvimento (Ainda prefiro subdesenvolvidos, não é só a economia que vale como fundamento) vão começar a comprar muito com os baixos preços que serão praticados nos produtos de países desenvolvidos, principalmente eletrônicos e tecnologia, e como estão em melhor condição na economia global vão buscar as importações como meio de se desenvolverem.

Porém, essa melhor condição do Brasil e de países do seu grupo no G-20 impõe um grande desafio para Obama conseguir emplacar os EUA como líder mundial, pois sua solução é unilateral e protecionista.

Mesmo outros países comprando mais dos EUA os preços internacionais em um “livre” comércio são capazes de competir e conquistar o mercado americano, o que explica o protecionismo. E Obama vai ter que convencer os demais países que injetar recursos no mercado financeiro é a melhor solução, o que todos concordam, mas dificilmente aceitará as regulamentações para dar prosseguimento ao que vem fazendo. Pois elas vão de encontro a alavancagem.

A situação justifica as palavras de Lula sobre o fórum ter grande poder político e do Brasil ter se alinhado a União Européia como parceiro para as possíveis soluções para a crise. Ou seja, a defesa do Brasil para o fórum sobre economia mundial junto a União Européia e a aceitação da mesma para com os países como o Brasil demonstram união entre estes grupos que não inclui os EUA pelo unilateralismo e não aceitação de regular o mercado.

Por fim, quem não tem boas relações com a UE, China, por exemplo, pretende crescer até 8% como solução para a crise e isso agrada a Obama, será o parceira dos EUA. O G 20 está repartido entre EUA e UE, cada um com seu grupo.

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